Saúde

CAPS de Santa Inês realizou atividades para o ‘Dia Nacional da Luta Antimanicomial’

Como um importante evento para reflexão do ‘Dia Nacional da Luta Antimanicomial’, cuja data oficial é o dia 18 de maio, o Centro de Atenção Psicossocial - CAPS, de Santa Inês, realizou durante a manhã de sexta-feira, 18, uma extensa programação de atividades de conscientização envolvendo as pessoas atendidas do serviço especializado em saúde mental, familiares e população em geral.

            As atividades foram realizadas no Auditório da Prefeitura Municipal e contou com inúmeras atividades reservadas às pessoas atendidas, incluindo trabalhos artesanais, a TV “Maluco Beleza” onde eles entrevistavam, filmavam e registravam em fotografias teatralmente e mostravam situações e testemunhos de vida em suas casas e no meio social, poesia autoral recitada, coral, palestras e muita música e animação.

“Este dia representa a garantia dos direitos para quem sofre de transtorno mental. “A ideia é de substituir os hospitais psiquiátricos por serviços abertos de tratamento: o territorial, isto quer dizer, que o paciente não fique isolado da sociedade e possa ser tratado na cidade pelo CAPS” explica a coordenadora.

O Caps de Santa Inês conta hoje com 136 pacientes assistido por Assistente social, dois psiquiatras, terapeuta educacional, psicóloga, artesã, dois farmacêuticos, dois técnicos de enfermagem, agente administrativo, duas zeladoras, duas cozinheiras e dois vigias. Os profissionais da área estiveram envolvidos na programação que marcou o dia de hoje e falaram sobre os preconceitos que ainda persistem nos dias atuais.  Com a frase “Há tanta vida lá fora” fixada no vidro de uma janela, todos cantaram a música “Como uma onda” finalizando com danças e aplausos.

 

A luta:

            O movimento da luta antimanicomial começou no Encontro Nacional de Trabalhadores da Saúde Mental, em 1987, na cidade de Bauru, interior de São Paulo. Na época, haviam denúncias de abusos e violação de direitos humanos sofridos pelos usuários dentro dos manicômios. Por esse motivo, lutavam pelo fim deste tratamento e instalação de serviços alternativos. Agora, a lei 10.216/2011 determina o fechamento progressivo dos hospitais psiquiátricos e substituição por CAPS, residências terapêuticas, programas de redução de danos e centros.

 

 

 

 

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